mudança estrutural

No século XXI, a expansão das redes globais de produção tornou crucial a compreensão dos seus impactos nas estruturas produtivas dos países. Este estudo busca investigar se a participação em cadeias globais de valor (CGV) influencia o nível de sofisticação tecnológica das exportações e a complexidade econômica de um país. A pesquisa abrange uma amostra de 58 países e uma subamostra de países em desenvolvimento, entre 2006 e 2015. Utilizando modelos dinâmicos, foram avaliadas duas variáveis dependentes: um índice de sofisticação das exportações (“q”) e o índice de complexidade econômica (ECI). Os resultados mostram que a participação nas CGV está associada a um aumento significativo na sofisticação da pauta de exportações, medida pelo índice “q”. Porém, quando analisada a complexidade econômica em termos mais amplos (ECI), os efeitos foram negativos e não significativos estatisticamente para países em desenvolvimento.

Leia o artigo de Raul Costa Cavalcanti Manso e Camila do Carmo Hermida em https://www.scielo.br/j/ecos/a/Qg4bBkcm7BK9vzcQP3t34hx/?format=pdf&lang=en

O objetivo deste artigo é verificar se o capital humano é um determinante importante da mudança estrutural nos diferentes setores da economia e se este pode acelerar a velocidade dessa transformação. Este artigo contribui com a literatura ao desenvolver um teste empírico do modelo proposto por Li et al. (2019) e ao utilizar a metodologia GMM. O artigo também utiliza duas proxies para capital humano (anos médios de escolaridade e o índice Penn World Table) e mudança estrutural (participação do emprego e do valor adicionado), a fim de verificar se elas afetam ou não a variável de interesse. Os resultados encontrados mostraram que o capital humano tem um papel essencial no processo de transformação estrutural da economia, uma vez que afeta a participação relativa dos setores no valor agregado total ou no emprego total. Além disso, o capital humano provou-se ser um potencial acelerador dessa transformação estrutural.

Leia o artigo de Michele Aparecida Nepomuceno Pinto e outros em https://www.scielo.br/j/neco/a/wJgtTSjmnkV6FHmcXCVdBbR/?format=pdf&lang=en

O debate sobre o desemprego tecnológico se acentua quando as inovações disruptivas ganham destaque, como é o caso recente da inteligência artificial. (mais…)

O presente trabalho tem como objetivo decompor o crescimento da produtividade do trabalho da indústria brasileira no período 1996-2016 com o intuito de identificar as contribuições da mudança estrutural e da produtividade intrassetorial para o referido crescimento agregado, bem como avaliar o seu padrão de concentração setorial de crescimento.

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Há uma grande controvérsia na literatura econômica brasileira a respeito da hipótese de desindustrialização do Brasil.

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Ao longo dos 70 anos de existência da CEPAL o pensamento que inspira seus principais trabalhos esteve guiado pelo método histórico estrutural e a perspectiva do sistema centro-periferia, a qual salienta que as possibilidades de desenvolvimento da região “periférica” estariam condicionadas pelos movimentos da economia mundial. (mais…)

Este trabalho discute o conceito histórico (não o normativo) do desenvolvimento econômico, distingue-o de desenvolvimento humano, reafirma sua identificação com industrialização ou mudança estrutural ou sofisticação produtiva; argumenta que o aumento dos salários faz parte integrante do conceito de crescimento; (mais…)