mercado de trabalho

Dentre as várias transformações institucionais aventadas pela reforma trabalhista aprovada em 2017, destaca-se a proposição de um novo tipo de contrato, denominado “intermitente”. Embora essa modalidade não configure uma inovação tipicamente brasileira, é inegável que sua adoção e, mais especificamente, sua disseminação em uma economia com aspectos estruturais problemáticos no mercado de trabalho, como a brasileira, merecem ser analisadas com cautela. Nesse sentido, este trabalho buscou promover uma análise da evolução do trabalho intermitente no país, combinada ao delineamento de um perfil de seus trabalhadores a partir de estatísticas descritivas, além de efetuar projeções para a avaliação de possíveis efeitos de um espraiamento desse tipo de contrato. Os resultados mostram que, embora a intermitência ainda apresente uma participação modesta na conformação do estoque de emprego formal brasileiro, é possível observar um número crescente de admissões dentro das movimentações anuais líquidas, e as conjecturas sugerem que o crescimento da importância do trabalho intermitente poderia levar a mudanças não desprezíveis na estrutura setorial do emprego, com reforço de estigmas excludentes, redução da massa salarial e elevação da desigualdade de rendimentos. Além disso, os resultados apontam que os mais jovens, sem ensino superior, e não brancos configuram entre os mais prováveis de serem contratados na modalidade intermitente.

Leia o artigo de Alanna Santos Oliveira e Sandro Pereira Silva em https://www.scielo.br/j/ecos/a/GLKknsZbFrMy5BWWRgjysLw/?format=pdf&lang=pt

O artigo apresenta uma análise do envelhecimento da população e suas consequências sobre a força de trabalho. Inicialmente o artigo descreve as quatro fases da transição demográfica e, em seguida, aplica essa estrutura ao caso brasileiro, destacando as quedas nas taxas de mortalidade e natalidade ao longo do tempo. Examina-se, também, o aumento da esperança de vida e a redução da fecundidade no país, fatores que contribuem para o envelhecimento populacional. Por fim, discutem-se as implicações desse envelhecimento para o mercado de trabalho, com ênfase nas diferenças de estrutura etária e de condições de atividade econômica entre os diversos níveis socioeconômicos da população. Conclui-se que a coexistência de graus de envelhecimento profundamente distintos entre os grupos socioeconômicos torna mais complexa a formulação de políticas públicas e dificulta a definição de medidas eficazes para enfrentar os desafios do mercado de trabalho e da proteção social.

Leia o artigo de Eugenia Leone em https://www.eco.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD489.pdf

O presente artigo possui dois planos analíticos distintos e complementares. O primeiro objetiva reconstituir quais foram os processos teóricos, históricos e políticos que, articulados, conferiram ao conceito de empreendedorismo uma valência positiva particularmente concentrada no seu potencial de promover o desenvolvimento econômico e gerar de empregos. A partir de uma amostra composta por 60 países, o segundo plano examina as relações entre empreendedorismo e desigualdade de renda com o objetivo de questionar as alardeadas vantagens sociais da presença de um elevado percentual de empreendedores no total da população ocupada. Os resultados obtidos apontam que o relativo consenso em torno das benesses do empreendedorismo possui íntima relação com a emergência e posterior hegemonia do neoliberalismo o qual, através da lógica da responsabilização individual, ensejou o paulatino abandono de políticas coletivas por excelência – entre elas, a tarefa civilizatória de organizar o trabalho em um sistema generalizado de proteção social.

Leia o artigo de Thiago Brandão Peres em https://www.cadernosdodesenvolvimento.org.br/cdes/article/view/786/pdf

A segunda década do século XXI tem se caracterizado pelo crescimento, no meio rural, da importância de famílias não agrícolas e pela perda de importância de famílias agrícolas e pluriativas, evidenciando uma nova configuração do nosso meio rural. (mais…)

O artigo tem por objetivo mostrar que a temática da distribuição de renda tem retomado importância no debate acadêmico e político. (mais…)

Este ensaio apresenta e discute as teorias de inserção profissional francesa e school-to-work. A discussão embasa a exploração dos aspectos de convergência das teorias, buscando ampliar o debate no Brasil, de modo a contemplar as particularidades do país.

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Este artigo visa ajudar a compreender melhor a Era Lula, um período em que ocorreu um intenso e surpreendente processo de inclusão social no Brasil.

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O ensaio traz uma reflexão de amplo escopo, em termos metodológicos e históricos, sobre as desigualdades socioeconômicas no Brasil.

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Os dados do mercado de trabalho de 2020, até o mês de abril, mostram uma queda expressiva em todas as direções, no contexto da pandemia de COVID-19. O Produto Interno Bruto caiu 1,5% no primeiro trimestre do ano, em comparação com o trimestre anterior, refletindo a desaceleração da economia em curso e, principalmente, os efeitos da crise sanitária. (mais…)

As tarefas ocupacionais do mercado de trabalho formal brasileiro poderão sofrer profundo impacto com o avanço das novas tecnologias nos próximos cinco anos. O diagnóstico faz parte do estudo inédito elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). (mais…)