Gestão em Saúde

A corrupção, como uma força enraizada e sistêmica nos sistemas de saúde, é uma das barreiras mais significativas para o acesso e a garantia da qualidade dos serviços de saúde. O setor da saúde, em todas as suas formas e em todos os países, é particularmente vulnerável a abusos. A prevenção torna-se possível com o estabelecimento de um mecanismo institucional capaz de identificar transações com alto risco de corrupção. Este artigo apresenta uma abordagem inovadora para medir o risco de corrupção na rede pública hospitalar de um país em desenvolvimento. O artigo explora em que medida os indicadores de risco de corrupção podem servir como ferramentas eficazes de alerta precoce para o fortalecimento da transparência e da governança nos sistemas públicos de saúde.

Leia o artigo de Sebastián Jaén e outros em https://periodicos.fgv.br/rap/article/view/97551/90707

Pretende-se descrever a dimensão relacional no processo de reconstrução de um Plano Municipal de Saúde no período pandêmico. O enfoque teórico utilizado para analisar o desenvolvimento de estratégias de gestão foi extraído da Matriz Fofa (Fortalezas, Oportunidades, Fragilidades e Ameaças). Adotou-se como método o relato de experiência. Os resultados mostraram que: a fortaleza do processo residiu na formação do colegiado gestor, a oportunidade na gestão da educação em saúde, a fragilidade foi demonstrada na gestão do trabalho, e a ameaça evidenciada com a comunicação em saúde. Consolidou-se um mapa conceitual na dimensão relacional descrita por esses temas. Concluiu-se que a dimensão relacional do Plano Municipal de Saúde suscitou reflexões importantes com limitações intersubjetivas, ratificando a necessidade de novos estudos na temática de planejamento em saúde.

Leia o artigo de Sílvia Alves Ferreira Carneiro e Washington Luiz Abreu de Jesus em https://www.scielo.br/j/icse/a/zQSCMZrTjcgqss8qK69N45v/?format=pdf&lang=pt

O objetivo do estudo foi comparar indicadores de desempenho dos hospitais com gestão por Parceria Público-Privada versus hospitais de mesmo porte com outros modelos de gestão vinculados ao Sistema Único de Saúde.

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Os secretários municipais de saúde são atores estratégicos na construção e governança do SUS. (mais…)

As ferramentas de gestão de dados, denominadas Business Intelligence (BI), podem ser importantes para fornecer informações completas e personalizáveis para as demandas da gestão em saúde. O objetivo é apresentar a avaliação da aplicabilidade e potencialidade do uso de uma ferramenta de BI no planejamento das ações de gestão da Atenção Primária em Saúde. Estudo exploratório, de abordagem quantitativa, tendo as dimensões de eficiência e otimização como atributos da qualidade. Seleção de uma Clínica da Família, da cidade do Rio de Janeiro, sendo inseridos no BI dados do território, do cadastro do Programa Bolsa Família e de linhas de cuidado, para explorar as possibilidades de combinação e de geração de indicadores. Neste artigo, apresentamos a Ficha A e a Linha de cuidado da gestante. Como resultados a ampliação de indicadores detalhados em relação à um tabulador comum e otimização na obtenção de listas e do monitoramento por parte das equipes e do gestor. Quanto à eficiência, seu baixo custo e fácil manuseio reduz custos de criação e de profissionais necessários. Conclui-se que a ferramenta viabiliza uma maior organização e planejamento, facilitando a gestão da Clínica da Família, sobretudo no monitoramento dos indicadores e processos avaliativos.

Leia o artigo de Douglas Rodrigues Torres e outros em https://www.scielo.br/j/csc/a/FtM4gkQhXP3MKqL49hgzRXx/?format=pdf&lang=pt

Em um contexto de restrição orçamentária e de medidas de austeridade fiscal, discutir aspectos relacionados à gestão eficiente dos recursos públicos é um desafio.

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O trabalho tem como objetivo identificar a percepção de gestores públicos da assistência farmacêutica em esferas subnacionais e de gerentes técnicos de instâncias colegiadas do Sistema Único de Saúde sobre os reflexos do Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB), iniciativa exclusivamente federal, na gestão da assistência farmacêutica na atenção básica (Afab), de responsabilidade tripartite e operacionalizada pelos municípios. (mais…)