financeirização

dinâmica do capitalismo, agora chamado por alguns de capitalismo financeiro ou dos ativos. A integração da economia brasileira às finanças globais, aliada à atuação do Estado, ampliou o poder desses investidores no país. Este artigo explora a financeirização no Brasil, destacando a expansão do mercado de fundos de investimento e o papel do Estado em fomentar um ambiente econômico e institucional propício ao crescimento dos investidores institucionais. A partir dos anos 1990, o mercado brasileiro de fundos cresceu significativamente. Esses intermediários financeiros sustentam sua acumulação rentista-financeira sobretudo por meio do endividamento público interno e da influência sobre políticas e direitos sociais. Os fundos tornaram-se atores centrais na economia, constituindo um novo eixo de dominação financeira na sociedade. Identificamos uma ação intencional do Estado brasileiro, em parceria com atores do mercado financeiro, para a construção de uma base de acumulação centrada no endividamento público e na diminuição dos direitos sociais. Esse redesenho da economia brasileira intensifica a dependência das políticas públicas dos interesses dos mercados financeiros.

Leia o artigo de Wilton Vicente Gonçalves da Cruz e outros em https://www.scielo.br/j/rsocp/a/T3QnHvhPyNSqLyGJBM5bYJv/?format=pdf&lang=pt

As análises das implicações da financeirização na dinâmica produtiva-tecnológica tem se cristalizado em posturas polarizadas. De um lado estão aqueles adeptos de uma financeirização dinâmica, para os quais esta última amplia as possibilidades de desenvolvimento do capitalismo, de outro, os partidários da financeirização parasitária advogando não só a maior instabilidade e propensão a crises deste sistema, como o surgimento de bloqueios ao dinamismo produtivo-tecnológico. A abordagem proposta nesse texto combina elementos das duas posturas, sugerindo a hipótese de uma financeirização desigual ou assimétrica.

Leia o artigo de Ricardo Carneiro em https://www.eco.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD487.pdf

O artigo, inserido no campo do direito e economia política, examina a corrosão dos direitos sociais previstos na Constituição Federal brasileira de 1988. Nossa análise indica que o neoliberalismo no Brasil, ao contrário da percepção de um Estado em retirada, envolve uma reestruturação ativa do papel do Estado e do direito, resultando na desuniversalização de direitos sociais. Essa mudança ocorre por meio de mecanismos como a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que realoca recursos originalmente destinados a programas sociais para outras prioridades, e pela introdução de políticas que favorecem a financeirização dos serviços sociais. Argumentamos que, ao invés de um desmonte do Estado, há uma transformação qualitativa das políticas sociais, que passam a se articular com o capital financeiro. A financeirização das políticas sociais e a privatização de serviços públicos ilustram um reposicionamento do Estado, que agora facilita o acesso ao crédito e à dívida, em vez de prover diretamente os serviços sociais.

Leia o artigo de Adriana Silva Gregorut em https://www.scielo.br/j/rdp/a/JWWhcZzxYv5MN69tw8y4NGJ/?format=pdf&lang=pt

O presente artigo propõe estabelecer um diálogo entre o marketing territorial e a mercadificação do espaço, avaliando as estratégias de construção imagética da cidade-vitrine/cidade-espetáculo. (mais…)

O artigo parte da premissa de que existem elementos constitutivos importantes em sistemas sociais complexos que contribuem para desigualdades, mas que não podem ser capturados por meio de uma análise das distribuições de renda. (mais…)

Com quase 12 milhões de documentos vazados, Pandora Papers explicitou didaticamente a forma pela qual parcela dos ricos, poderosos e privilegiados (empresários, políticos, membros de famílias reais, líderes religiosos, artistas, atletas e outros) utilizam para ocultar suas riquezas.

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A financeirização que hoje invade todas as esferas da economia não é um fenômeno uniforme e monolítico.

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Está se desenhando uma catástrofe em câmara lenta, visão que já não é mais de analistas originais, mas se encontra nos escritos de pesquisadores de primeira linha mundial. A convergência dos desastres ambientais, da desigualdade explosiva, da deterioração política e do caos financeiro gerou uma atitude renovada, de busca de novos caminhos. (mais…)

A reestruturação do capitalismo envolveu mudanças profundas no modo de operação das empresas, na integração dos mercados e na esfera de soberania do Estado. (mais…)

A metropolização regional torna-se hegemônica na virada do século, associada à globalização financeira. No território brasileiro, essa implosão-explosão da metrópole anuncia seus passos iniciais com a criação das primeiras regiões metropolitanas e a inauguração de formas imobiliárias metropolitanas, como os loteamentos fechados. (mais…)