extrema direita

Quais são as determinações que podem orientar a nossa investigação para analisar o avanço da extrema direita no mundo? Para tanto, a questão proposta considera as relações entre tecnologia e política e tem por objeto a análise da Rede Tecnopolítica Global de Extrema Direita. O desafio proposto é desvendar as diferentes articulações que definem a formação da rede tecnopolítica, sendo seu objetivo identificar seus agentes, examinar a divisão do trabalho, analisar suas articulações e as narrativas que nela circulam, para demonstrar que seus vetores de comunicação produzem uma subjetividade coletiva de extrema direita. Destacamos a participação da indústria da influência que, por meio de seus algoritmos, produz a análise de dados capaz de reconhecer os grupos sociais-alvo, que se identificam pelo modo de pensar, fazer e ser compartilhado, para os quais são direcionadas as fakes news, que produzem uma “realidade paralela” e “dissonância cognitiva”. Transforma as relações de poder no mundo em benefício de valores autoritários e conservadores. A metodologia tem por ponto de partida a interdisciplinaridade, que associa conhecimentos de ciência política, da comunicação, da computação e geografia. O levantamento de dados foca na estrutura de ação da rede de extrema direita global e sua representação no Brasil. Os procedimentos estão apoiados num banco de dados que documenta a informação e aplicação de programas de informática para representação das redes. Os resultados analíticos identificam os atores e agentes, examinam a divisão do trabalho na rede tecnopolítica para analisar suas narrativas, os processos e estratégias do poder de direita, e demonstrar a ampliação da participação política para além dos partidos políticos. Não menos importante é revelar as articulações entre a extrema direita global com a extrema direita do Brasil e seus desdobramentos sobre a democracia no mundo.

Leia o artigo de Tamara Tania Cohen Egler e Thiago Costa Pereira em https://www.scielo.br/j/interc/a/pJzZhkRzJhYWZNWrRLtZ4rx/?format=pdf&lang=pt

O artigo apresenta, com base na literatura especializada, alguns dos conceitos centrais para o debate sobre processos de radicalização política, oferecendo uma visão global a respeito das evidências encontradas em revisões sistemáticas sobre fatores de risco para o fenômeno. O objetivo do trabalho é o de sistematizar conhecimentos que devam ser considerados para o desenvolvimento de uma política pública de desradicadicalização. O tema apresenta especial relevância tendo em conta as ameaças à democracia em curso em vários países, incluindo o Brasil, notadamente pela ação de grupos de extrema direita. Selecionamos para exame as cinco revisões sistemáticas publicadas em inglês pela plataforma Google Scholar, nos últimos dez anos, melhor ranqueadas segundo os critérios bibliométricos do software Publish or Perish (PoP). Em que pese as diferenças metodológicas das revisões examinadas e a presença de fatores de risco já identificados pelos estudos criminológicos contemporâneos, os estudos também encontraram fatores de risco específicos aos processos de radicalização, como o sentimento de injustiça, que podem traduzir situações reais ou imaginárias, o ativismo, a percepção de superioridade do grupo e a distância percebida em relação a outras pessoas, o que atualiza a necessidade da construção de uma agenda de pesquisas latino-americanas sobre o tema.

Leia o artigo de Marcos Rolim em https://www.scielo.br/j/se/a/f9dz8PhLPRw4pC855fPKC6j/?format=pdf&lang=pt

As eleições de 2018 no Brasil deram a vitória à extrema-direita. (mais…)

A pesquisa no campo da administração pública encontra-se permanentemente desafiada a refletir sobre a complexa relação que envolve a administração e democracia. (mais…)

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O bolsonarismo é um fenômeno que faz parte de uma onda mundial de extrema direita, mas não somente: é produto de uma histórica nacional republicana que sempre flertou com os extremismos. (mais…)