Educação Ambiental

A educação é uma das principais ferramentas para conduzir ao desenvolvimento sustentável e, para tal, o ambiente escolar deve se tornar referência capaz de influenciar a comunidade. No Brasil, a educação ambiental é prevista para ocorrer em todos os níveis do ensino, mas as unidades educacionais não são avaliadas quanto à efetividade das ações sustentáveis que conduzem. O presente trabalho objetivou a proposição de indicadores de sustentabilidade aplicáveis a unidades educacionais no território brasileiro. A pesquisa quanti-qualitativa foi desenvolvida a partir de adaptação de ferramentas de sustentabilidade consolidadas, duplamente validada por Survey com especialistas em sustentabilidade e educação. O modelo resultante foi estruturado a partir de três eixos: gestão, estrutura física e educação para a sustentabilidade e possui indicadores em categorias e subcategorias (níveis 1 e 2). O modelo pode subsidiar a elaboração de instrumento de certificação ambiental e garantir a qualidade da educação para a sustentabilidade no ensino formal.

Leia o artigo de Barbara Silva e Souza e outros em https://www.scielo.br/j/asoc/a/ZnX5TLk9NTnZcLTW3YPWCwP/?format=pdf&lang=pt

O artigo problematiza um acontecimento discursivo caro ao campo da Educação Ambiental (EA): a configuração da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS). Com as lentes foucaultianas, o estudo mira as estratégias de governamento neoliberal que dão rosto a essa nova proposta educacional. Aqui, fizemos dois movimentos: o primeiro, que se refere a discutir sobre o aparecimento da EDS e suas redes capilares que se fortalecem enquanto biopolíticas tratadas no interior de uma governamentalidade neoliberal, o segundo, que problematiza a luta política de pesquisadores/as brasileiros/as a respeito da chegada da EDS e do esmaecimento da EA nas políticas públicas atuais. O neoliberalismo, investindo em consumidores, ensina-nos, agora, a consumir o desenvolvimento sustentável. Esse embate não se dá sem resistências que se refletem como campo epistemológico e político. É sobre a produção dessas lutas e desses tensionamentos que esse artigo trata.

Leia o artigo de Paula Corrêa Henning e José Luís Schifino Ferraro em https://www.scielo.br/j/ciedu/a/GWG5RxXZjphFRcwhbL8zShF/?format=pdf&lang=pt

A educação ambiental precisa ser trabalhada enquanto política pública estruturante, além de projetos e programas pontuais, para ganhar efetividade no enfrentamento da crise socioambiental e civilizatória. Isto demanda o desvelamento do conceito de políticas públicas, objetivo deste trabalho. (mais…)