dinâmica do capitalismo, agora chamado por alguns de capitalismo financeiro ou dos ativos. A integração da economia brasileira às finanças globais, aliada à atuação do Estado, ampliou o poder desses investidores no país. Este artigo explora a financeirização no Brasil, destacando a expansão do mercado de fundos de investimento e o papel do Estado em fomentar um ambiente econômico e institucional propício ao crescimento dos investidores institucionais. A partir dos anos 1990, o mercado brasileiro de fundos cresceu significativamente. Esses intermediários financeiros sustentam sua acumulação rentista-financeira sobretudo por meio do endividamento público interno e da influência sobre políticas e direitos sociais. Os fundos tornaram-se atores centrais na economia, constituindo um novo eixo de dominação financeira na sociedade. Identificamos uma ação intencional do Estado brasileiro, em parceria com atores do mercado financeiro, para a construção de uma base de acumulação centrada no endividamento público e na diminuição dos direitos sociais. Esse redesenho da economia brasileira intensifica a dependência das políticas públicas dos interesses dos mercados financeiros.
Leia o artigo de Wilton Vicente Gonçalves da Cruz e outros em https://www.scielo.br/j/rsocp/a/T3QnHvhPyNSqLyGJBM5bYJv/?format=pdf&lang=pt