desenvolvimento econômico

Este artigo procura analisar a relação entre a moldura institucional e as transformações nas políticas de desenvolvimento produtivo chinesas após o início das Reformas Econômicas de 1978. Parte-se da hipótese de que o êxito dessa estratégia de desenvolvimento decorre, em grande medida, da capacidade de coevolução entre as transformações nas esferas institucional e política. Isso porque este processo seria condicionado por uma “moldura institucional” estabelecida pelo planejamento econômico, que ainda preserva características de centralização. O ritmo e a configuração dessa coevolução seriam, em última instância, condicionados pelos desafios e contradições inerentes às transições entre os distintos estágios do desenvolvimento chinês. Como principal contribuição à literatura, o texto pretende propor um desdobramento teórico, necessário para abordar a complexidade e a dimensão do desenvolvimento econômico chinês das últimas décadas. A partir de diferentes abordagens institucionalistas, destaca-se uma perspectiva macro institucional do desenvolvimento, compatível com a noção de composição e configuração da “matriz institucional”, bem como com a ideia de que, no caso chinês, é fundamental abordar a noção de “moldura institucional”, dado o forte componente de planejamento/planificação da sua economia nacional, que se estende por todas as esferas administrativas e abrange também o setor privado, nacional e estrangeiro. Assim, conclui-se que no que se refere aos aspectos institucionais, o desenvolvimento econômico chinês é bastante singular.

Leia o artigo de Adriano José Pereira e Antonio Carlos Diegues em https://www.eco.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD482.pdf

O objetivo deste estudo consistiu em compreender o futuro das inovações agropecuárias sustentáveis, analisando as tecnologias desenvolvidas pela EMBRAPA, à luz conceitual da inovação, do desenvolvimento econômico sustentável e do Estado empreendedor. Utilizou-se uma metodologia exploratória e qualitativa para organizar cronologicamente 1188 soluções tecnológicas, 363 patentes e 2043 cultivares. A partir dos resultados obtidos observou-se uma tendência de investimentos em sistemas aprimorados de captação de água, irrigação inteligente, variedades tolerantes ao calor e seca, tecnologias de manejo de solo, controle biológico de pragas, uso de matérias-primas renováveis e melhoramento genético. Por fim, priorizaram-se também investimentos em metodologias, processos e ampliação de serviços da EMBRAPA, bem como a celebração de parcerias com grupos agropecuários, empresas e institutos. Com base em todas as informações apresentadas neste trabalho, é evidente que a EMBRAPA já possui tecnologias estabelecidas. Contudo, é mais urgente e imperativo do que nunca investir e impulsionar a inovação sustentável, tornando-a acessível a todos os produtores brasileiros, garantindo um futuro próspero de produção e conservação do setor.

Leia o artigo de Vivian Cristina Ribeiro Barbosa e Marlon Vinícius Brisola em https://www.scielo.br/j/resr/a/KvCjrVjRPJGJ3T57CC3X9zK/?format=pdf&lang=pt

O rápido aumento da incidência e intensidade de eventos climáticos extremos soaram um alerta para a população, deixando claro que estamos em uma emergência climática. A COP-30 reflete a ansiedade da sociedade, com uma necessária mudança na estratégia global de eliminação da extração e uso dos combustíveis fósseis e com a implementação de políticas públicas voltadas à adaptação climática. A ciência deixa claro que com a atual trajetória de altas emissões, estamos levando o clima do planeta a um aquecimento de 3 graus Celsius em média, o que no Brasil se reflete em um aumento de temperatura de 4 a 4.5 °C. Reduções significativas na precipitação no Brasil Central, Amazônia e Nordeste são previstas, com aumento de chuvas no Rio Grande do Sul. Essas mudanças afetam a produção agropecuária brasileira, nossa geração hidroelétrica e muitos outros impactos negativos em nossa sociedade. Os ecossistemas brasileiros vão sofrer profundas mudanças e os impactos na saúde da população não podem ser negligenciados. A necessidade de repensar nosso “desenvolvimento” econômico, respeitando os limites planetários e a necessária redução das desigualdades sociais, coloca pressões sobre a COP-30.

Leia o artigo de Paulo Artaxo em https://www.scielo.br/j/ea/a/vwHzCqyLWNxtFD9j9gwjZdK/?format=pdf&lang=pt

Este estudo está desenhado para compreender como o planejamento urbano pode determinar a percepção de saúde, governança, educação, padrão de vida, vitalidade da comunidade e da diversidade ecológica. (mais…)

Esta pesquisa usou dados cross-section, centrados em 2016, para analisar o efeito da distribuição dos gastos públicos e de certas preferências econômicas, demográficas e políticas no desenvolvimento dos municípios de Minas Gerais (i.e.: Índice Mineiro de Responsabilidade Social – IMRS) e suas subdimensões (i.e.: educação, saúde, vulnerabilidade social, segurança, saneamento/habitação/meio ambiente e cultura/esporte/lazer). Para tanto, as variáveis foram selecionadas via Extreme Bounds Analysis – EBA e estimaram-se modelos econométricos-espaciais. (mais…)

O objetivo deste trabalho é capturar possíveis mudanças no modo de inserção das economias regionais nas cadeias nacionais de valor por meio da utilização de indicadores de vantagens comparativas, desenvolvidos por Béla Balassa e aperfeiçoados por Gérard Lafay, e de indicadores de trocas intraindustriais, elaborados por Herbert Grubel e Peter Lloyd e aprimorados por Antonio Aquino. (mais…)

Mudanças nas políticas de desenvolvimento e na inserção externa do país são analisadas. (mais…)

O presente artigo tem o objetivo de analisar quantitativamente a trajetória da pobreza no Brasil e na metrópole do Rio de Janeiro, considerando o período de 1976 a 2015, tendo em vista as mudanças estruturais ocorridas na economia e na sociedade brasileira e as particularidades do contexto metropolitano. (mais…)

Mudanças nas políticas de desenvolvimento e na inserção externa do país são analisadas. (mais…)

Este estudo tem como objetivo analisar o efeito da política de ações afirmativas no desempenho dos alunos da rede pública de ensino superior brasileira no período 2011-2016. (mais…)