ciência cidadã

Este artigo pretende mapear ações e metodologias de pesquisa no campo da saúde que se caracterizam como Ciência Cidadã. A partir de uma pesquisa qualitativa e exploratória, realizou-se uma metodologia composta por um levantamento bibliográfico em base de dados da Ciência da Informação – BRAPCI, BENANCIB e SciELO – e da Saúde – PubMed Central/ MEDLINE, BVS e LILACS. Analisa a evolução do movimento de Ciência aberta e da abordagem da Ciência cidadã. Trata sobre as pesquisas colaborativas e como elas se desenham no campo da saúde. Apresenta três ações metodológicas presentes na literatura que envolvem a participação ativa do público, como: Pesquisa Participativa Baseada na Comunidade, Partnership, Partner Engagement, and Collaboration e Envolvimento do Paciente e do Público. Conclui-se que existem processos de pesquisa no campo da saúde voltadas à Ciência Cidadã que promovem ações conjuntas de leigos, organismos privados, públicos e formuladores de políticas que trazem resultados eficazes a partir da responsabilidade compartilhada.

Leia o artigo de Ivanilma de Oliveira Gama e Vinícius Ribeiro Soares dos Santos em https://www.scielo.br/j/emquestao/a/HXs45DVPXsmXFkmPG996KLJ/?format=pdf&lang=pt

A gestão das águas é um desafio para o planejamento urbano, especialmente no semiárido brasileiro. Este estudo tem como objetivo investigar as relações entre o consumo de água e a dinâmica espacial e temporal do ambiente edificado em pequenos municípios do estado da Paraíba. A análise parte de uma observação das tendências de consumo de água e sua relação inevitável com o crescimento urbano, de forma a possibilitar uma cenarização futura de demanda hídrica e expansão das cidades. Para tanto, são utilizados séries históricas, sensoriamento remoto e dados de ciência cidadã para análises de tendências. Métodos estatísticos paramétricos e não paramétricos além do Landscape Expansion Index (LEI) para as análises dos padrões e um modelo estatístico para subsidiar cenários futuros, também são utilizados. Os resultados revelam peculiaridades intramunicipais, bem como limitações dos indicadores escolhidos. Ademais, os resultados permitem observar que, na última grande crise hídrica da região, a busca por soluções emergenciais e pontuais de abastecimento dificulta o estabelecimento de relações diretas entre a área urbanizada e o volume consumido, tendo em vista que os volumes reportados nas bases de dados oficiais não retratam a realidade capturada pelos dados de ciência cidadã, em algumas das cidades.

Leia o artigo de Camila Karla Medeiros e outros em https://www.scielo.br/j/urbe/a/hCKRTrCgjjh4Q57W775Kcyx/?format=pdf&lang=pt