China

O objetivo deste artigo é examinar as relações entre Brasil e China usando as ferramentas analíticas da teoria da dependência, elaborada por autores latino-americanos (sobretudo) ao longo dos anos 1960-1970 do século passado. A proposição básica é a de que, apesar de não serem simétricas (em função de discrepâncias tecnológicas e econômicas vigentes entre os países), as relações entre as duas nações estão longe de serem de dominação e subordinação, na medida em que a China não estabelece condicionalidades políticas e financeiras incontornáveis para as relações comerciais com o Brasil, nem imposições em âmbito das políticas de Governo. Como método, utiliza-se a sistematização de evidências sobre as relações comerciais entre os dois países no século XXI, e o exame de bibliografia secundária. Os resultados a que se chega indicam que a detecção de assimetrias econômicas ou de “associação econômica subordinada” não é suficiente para caracterizar relações de dependência política entre ambos os países. Finaliza-se o texto com algumas considerações sobre as possibilidades de estabelecimento de relações entre as duas nações no atual contexto geopolítico.

Leia o artigo de Sérgio Braga e Angelita Matos em https://www.scielo.br/j/ccrh/a/xGhM8dJjNDrmxn7stcpmFwp/?format=pdf&lang=pt

A literatura do comércio internacional tem mostrado os benefícios da fragmentação internacional da produção aos países em desenvolvimento. (mais…)

A despeito do atual período de ascensão conservadora e plena crise sanitária, política, social, cultural e econômica que assola o continente sul-americano, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) completou trinta anos, consolidando-se como bloco regional.

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O artigo objetiva investigar a liderança pública das ações, relações privadas e intergovernamentais da China no enfrentamento da pandemia de COVID-19, identificando setores e níveis envolvidos, bem como os papéis desempenhados.

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O anúncio do presidente da China, Xi Jinping, na Assembleia Geral das Nações Unidas, minutos após o discurso de Trump, marca a nova trajetória econômica global. A China garantirá que seu pico de emissão de gases de efeito estufa seja antes de 2030 e se compromete com a neutralidade de carbono antes de 2060. (mais…)

Em 2014, em um encontro voltado para a cooperação acadêmica internacional, um importante representante da comitiva chinesa presente no Brasil foi questionado sobre o enorme dinamismo econômico promovido pelas relações simbióticas entre estado e mercado na China, especificamente, das relações umbilicais entre suas empresas estatais e suas empresas privadas. Reconhecendo de forma discreta a eficiência dessas relações na promoção do desenvolvimento econômico, passou a enfatizar a importância das ações coordenadas orientadas pelo planejamento. (mais…)

The coronavirus (COVID-19) outbreak has already brought considerable human suffering and major economic disruption. Output contractions in China are being felt around the world, reflecting the key and rising role China has in global supply chains, travel and commodity markets. Subsequent outbreaks in other economies are having similar effects, albeit on a smaller scale. (mais…)

O impacto que a crise do coronavírus terá na economia chinesa ainda está por ser conhecido, mas os números preliminares publicados nos últimos dias revelam um quadro sombrio, que também deve afetar com fortemente outros países. (mais…)

O objetivo deste artigo é analisar os BRICS a partir de uma perspectiva crítica. O trabalho começa apresentando o surgimento dos BRICS como uma “formação econômica e política”, segundo as teorias tradicionais das RIs e da EPI. (mais…)

As quatro décadas de robusto e resiliente crescimento econômico chinês, não podem ser apenas caracterizados como resultado de um sistema “capitalista de Estado”, conforme acreditam desde muitos ortodoxos até a ampla maioria dos pesquisadores marxistas. (mais…)