arranjo familiar

Este estudo analisa a evolução e as causas da mudança ocorrida na participação das mulheres entre as pessoas responsáveis por domicílios no Brasil, de 1983 até 2023. Nesse período, a participação feminina subiu de 15,6% para 51,7%. Mostra-se que o aumento ocorrido entre 1983 e 2003 esteve associado, sobretudo, ao crescimento da participação de domicílios sem a presença de cônjuge na população (efeito alocação). Já no período entre 2003 e 2023, que concentrou 70% da mudança observada, o resultado é explicado, majoritariamente, pelo aumento da proporção de mulheres entre as pessoas responsáveis em domicílios com a presença de cônjuge (efeito intensidade). Mostra-se, ainda, que fatores como renda domiciliar per capita, idade, escolaridade, local de residência, participação da mulher no rendimento domiciliar, situação ocupacional e a titularidade no recebimento do Bolsa Família são condicionantes importantes da probabilidade de a mulher ser a responsável em domicílio com presença de cônjuge.

Leia o artigo de Josimar Gonçalves de Jesus e Rodolfo Hoffmann em https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/rbest/article/view/20631/14867