Leonardo

Existem exemplos no Brasil de combinação de políticas públicas, empreendedorismo privado e inovações tecnológicas que permitem aumentos recorrentes da produtividade, da renda das famílias e de crescimento econômico. Este artigo trata de duas experiências de sucesso: o Porto Digital do Recife e o agronegócio. Ambas têm em comum o desenvolvimento de novas tecnologias e o cuidado técnico no desenho da intervenção pública. A forma da intervenção pública tem detalhes específicos em cada caso, revelando a necessidade da análise cuidadosa das características do setor e das condições de contorno.

Leia o artigo de Marcos Lisboa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcos-lisboa/2023/08/estado-e-desenvolvimento.shtml

Quanto mais neoliberalismo, maior a diferença entre a renda extraída pela posse de propriedade e a distribuída como retorno pelo trabalho. Em escala mundial, sua incapacidade de produzir crescimento econômico, combinada ao aumento da desigualdade, é proporcional à sua capacidade de corroer, por dentro, regimes democráticos

Leia o artigo de Sávio Cavalcante em https://diplomatique.org.br/a-retorica-da-reacao-neoliberal-e-o-futuro-do-igualitarismo/

Por que a representação política evangélica nos parlamentos latino-americanos varia tanto? A partir de um estudo dos casos de Brasil, Colômbia e Chile, argumento que o crescimento da população evangélica, por si só, não se traduz necessariamente em maior número de evangélicos eleitos. A transformação do crescimento evangélico em representação política é mediada pelas instituições políticas e pela estrutura interna das igrejas.

Leia o artigo de Fabio Lacerda em https://www.scielo.br/j/nec/a/Yqfd5p3bhR3b7TMdKW3RWZN/?format=pdf&lang=pt

Composta por autores com diferentes focos analíticos e por temas bastante diversificados, a corrente teórica denominada pós-desenvolvimento despontou na década de 1980 de maneira fortemente comprometida com uma crítica radical à ideia de desenvolvimento. Nesse sentido, o objetivo do presente artigo consiste em analisar a base teórico-propositiva do pós-desenvolvimento, avaliando a consistência de seus argumentos e a existência de coerência entre tal base argumentativa e o direcionamento propositivo dessa corrente. Para isso, propõe-se, incialmente, uma abordagem das principais questões levantadas pelo pós-desenvolvimento, com especial atenção às suas duas principais vertentes de crítica à ideia de desenvolvimento. Na sequência, realiza-se uma contra-argumentação às críticas anteriormente discutidas, de modo a demonstrar suas inconsistências e possíveis contribuições ao campo reflexivo e operacional da ideia de desenvolvimento. Com base em tal debate, conclui-se que o pós-desenvolvimento permite uma crítica válida e necessária, desde que orientada para o aprimoramento de projetos de desenvolvimento voltados para o enfrentamento da realidade objetiva de grande parte da população brasileira e mundial. No entanto, despido desse necessário enfoque prático e da consciência da gravidade do quadro social vivenciado por diversas populações, o pós-desenvolvimento pouco pode aportar para a superação do histórico de falhas das diferentes propostas de desenvolvimento.

Leia o artigo de Maiara Tavares Sodré e Rosangela Aparecida de Medeiros Hespanhol em https://www.scielo.br/j/mercator/a/bZ7gJd5TYKSv8sd4kHxjDvn/?format=pdf&lang=pt

Este estudo investiga as dimensões do uso de dispositivos tecnológicos, entre eles a Inteligência Artificial (IA), em processos de Recrutamento e Seleção (R&S) sob a perspectiva de recrutadores de empresas do setor farmacêutico instaladas no estado de São Paulo. Para isso, foi realizada uma pesquisa qualitativa, por meio de um roteiro semiestruturado, com 12 entrevistados com experiência em R&S antes e depois do advento da tecnologia. Foram observados os benefícios, as tendências e resistências com relação ao uso de tecnologia e IA nos processos de R&S. Como benefício, tem-se o papel da tecnologia e IA na desburocratização da área de Recursos Humanos (RH), de modo a tornar seu foco mais estratégico e consultivo, na medida em que reduz tempo e custo na triagem de currículos e seleção de candidatos. Como tendência, verificou-se que a pandemia trouxe uma quebra de paradigma no uso de tecnologias no processo de R&S, a qual deverá ser utilizada, seja de forma integral ou parcial, em uma maior amplitude de vagas. Dentre as resistências ao seu uso, tem-se o ceticismo acerca da assertividade na seleção do candidato por meio da tecnologia e IA, devido à redução do contato humano. Foram abordadas, ainda, as questões ambíguas acerca das implicações do uso de tecnologia e IA na diversidade dos negócios. Sugestões para futuras pesquisas e limitações da pesquisa também foram apresentadas.

Lei o artigo de Daniel Blumen e Vanessa Martines Cepellos em https://periodicos.fgv.br/cadernosebape/article/view/88515/83255

O propósito do artigo é reconstruir a relação crítica entre Guerreiro Ramos, enquanto intelectual do Teatro Experimental do Negro (TEN), e a teoria da assimilação desenvolvida pela Escola de Chicago e divulgada no Brasil por Donald Pierson. Partimos de uma análise histórica mostrando como essa teoria foi transplantada por Pierson para cá e se tornou muito influente nos anos 1940. Em seguida, abordamos brevemente as relações que se estabeleceram entre acadêmicos ligados às ciências sociais e a intelligentsia do TEN. Por fim, realizamos uma comparação entre o texto de Pierson, Brancos e Pretos na Bahia, e alguns ensaios de Guerreiro Ramos escritos no início da década de 1950, mostrando as críticas desse último aos conceitos empregados naquela obra. Constatamos uma crítica ao etnocentrismo e ao racismo incorporados nesses conceitos e também uma reformulação dos mesmos visando superar esses elementos e pensar um processo em que o povo negro seria protagonista de sua história. Ao recuperar essa crítica nosso objetivo é contribuir para a descolonização e desprovincialização da sociologia, recuperando a agência de um importante intelectual e militante negro que construiu críticas contundentes e bem fundamentadas a um dos principais paradigmas das ciências sociais acerca das relações raciais. Leia o artigo de Alan Caldas e Nikolas Pallisser Silva em https://www.scielo.br/j/dados/a/H9XkxLBJZF58xHFw4tS5J5S/?format=pdf&lang=pt

Este artigo tem o objetivo de avaliar a experiência da fiscalização de agrotóxicos, realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em função dos tipos de autuação das infrações, sua evolução temporal e distribuição no território brasileiro. Os dados foram coletados a partir de consultas ao Sistema Integrado de Cadastro, Arrecadação e Fiscalização do IBAMA. Identificou-se um crescimento da ordem de 100% das autuações ao longo do período 2009-2017, porém um decréscimo de 21% e 60% nos anos 2018 e 2019, respectivamente. No que tange à distribuição espacial das autuações do IBAMA relacionadas a uso de agrotóxicos, os resultados evidenciaram que o direcionamento da fiscalização ambiental não foi compatível com os locais que concentram o consumo de agrotóxicos. Estes aspectos revelam uma lógica de atuação baseada não em um planejamento estratégico, em âmbito nacional, mas em iniciativas locais dos fiscais ambientais.

Lei o artigo de Rizza Regina Oliveira Rocha e Victor Manoel Pelaez Alvarez em https://www.scielo.br/j/asoc/a/rwvKSTVbQkCzr3PcB3vttJR/?format=pdf&lang=pt

Pressionado a elevar a arrecadação para tirar as contas públicas do vermelho, o presidente de Luiz Inácio Lula da Silva quer aumentar impostos sobre os mais ricos, medidas que dependem de aprovação no Congresso Nacional. A proposta casa bem com o discurso histórico do PT de combater as desigualdades, mas é novidade nas gestões petistas, já que os primeiros governos de Lula e Dilma Rousseff evitaram mexer nos bolsos dos mais endinheirados e optaram por distribuir renda por meio de programas sociais como o Bolsa Família. Aumentar tributos é uma agenda impopular e, quando atinge os mais ricos, enfrenta o obstáculo adicional do forte poder de influência política desse grupo.

Leia o artigo de Mariana Schreiber em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv21n8482keo

Nos últimos oito anos a disputa social brasileira, na situação impositiva de uma ordem totalmente subordinada aos condicionantes do neoliberalismo e de uma crescente ausência de projeto de nação, foi intensa. Estamos entrando no oitavo mês atual governo do presidente Lula, sendo que conforme a conjuntura se aprofunda temos uma frequência mais intensa, pela imposição por parte da burguesia, de uma continuidade do modelo econômico rentista e dependente estabelecido.

Leia o artigo de José Raimundo Barreto Trindade em https://aterraeredonda.com.br/a-disputa-de-projetos-no-governo-lula/